domingo, 21 de julho de 2013

Notas da Taça de Honra, importante torneio conquistado pelo S.C.P.

Samba
 
A defender, tem muito a evoluir. Primeiro, não é particularmente rápido, e na pré-época é normal ter ainda mais dificuldades a esse nível. Com o decorrer da temporada, parece-me que pode melhorar muito a defender. Já a atacar, surpreendeu-me. Esperava um jogador trapalhão e que insistisse no chutão, mas não foi isso que mostrou. Não tendo um grande primeiro toque/controlo de bola, com algum espaço para progredir (como os centrais costumam ter) demonstra saber passar bem, quer pelo timing em que solta a bola, quer pela direcção que lhe dá (e depois igualmente, claro, a precisão e força do passe). Parece-me um central mais sóbrio e com leitura de jogo que o Juary Soares e o Rúben Semedo.

Nuno Reis

Teve um erro importante hoje, no golo do Sebá, quando não vai logo para a cobertura do Samba, que tinha altas probabilidades de ser ultrapassado em corrida pelo jovem ex-Porto. Porém, na maior parte dos lances, colocou-se bem defensivamente e abordou bem (e com discrição) a maioria dos lances, pelo chão e pelo ar. A atacar, ainda oscila muito para quem tem as suas capacidades, mas a esse nível seguramente que o regresso ao Sporting lhe fará bem. Não tem a classe de Ilori ou a concentração do Dier, mas é um bom central.
 
Mica

Gostei de o ver. Embora por vezes defina mal (deu dois ou três chutões para a frente quando estava apertado), na maioria das vezes é muito bom vê-lo atacar, pelas combinações e tabelas que procura fazer com os médios-centro e com os avançados/extremos. Também explora bem a linha, embora não seja o seu movimento preferido. A defender, está a melhorar a olhos vistos (quem o viu e quem o vê…). Tem tudo para ter uma evolução positiva, ganhar confiança e crescer como jogador de forma estável e promissora. A acompanhar.

Ricardo Esgaio

Jogou melhor com o Benfica a extremo que hoje a lateral. Todavia, acho que é nesta última posição que mais pode render. Não é particularmente imaginativo (não tem muito rasgo), não é um jogador que seja excelentes em espaços curtos ou que seja bom a desbloquear/descomplicar as situações em que poucos vislumbram solução para o ataque. Porém, conduz bem a bola, tem boas incursões pela direita e combina bem com os jogadores de dentro. Diz-se que é um jogador muito trabalhador e que dá tudo o que tem nos treinos. Se assim for, e se apanhar um treinador que o ajude a evoluir na defesa, pode ser um lateral de bastante qualidade.

Kikas

Formiguinha, mas com bastante futebol. Passa bem, sabendo jogar curto e longo. Está em todo o lado e sempre a ocupar o espaço certo. Faz em muitos aspectos lembrar Rinaudo, ainda que não tenha a classe e a determinação (dois atributos difíceis de conciliar) do argentino. Tem 22 anos e é provável que nunca chegue a titular do Sporting. Porém, é o esteio da Equipa B, e a sua presença é colectivamente muito importante.

Hugo Sousa

Este  era (a par do Samba) o único que nunca tinha visto jogar. Dizia-se que era agressivo, impunha bem o físico e era forte no jogo aéreo (embora não fosse propriamente uma viga). Hoje, como médio-defensivo, não mostrou muito (apenas 45’) mas deixou pormenores interessantes a nível de ocupação dos espaços e qualidade de passe. Gostava muito de vê-lo a central, ao lado do Tobias.

João Mário

Jogou muito contra o Benfica. Embora tenha jogado por lá, está longe de ser um 10. Não é jogador para jogar a 1 toque, ou em espaços muito curtos. Também não é um jogador que, sem tempo para pensar, invente soluções para o ataque. Porém, segura muito bem a bola, entrega muito bem, procura a melhor opção para fazer o passe e joga sempre com eficiência. Tecnicamente, é muito dotado. Quando pega na bola, a equipa e os colegas ganham confiança e parece que crescem. Algumas semelhanças com o André Santos, embora se imponha um pouco mais com a bola nos pés. A jogar a médio defensivo, como jogava nos juniores com Sá Pinto (atrás da grande dupla João Carlos-Chaby), tem tudo para ser o líder de uma equipa.

Iuri Medeiros

Tanto talento… Cola a bola ao pé esquerdo, ultrapassa todos os adversários em velocidade e finta de corpo, faz passes fantásticos a isolar os colegas. Viu-se só amiúde nos primeiros 45’ frente ao Benfica, embora não tenha estado nada mal. Hoje, partiu a loiça toda, sobretudo na segunda parte. Aparecia entre-linhas e ninguém sabia se ia dar de primeira, arrancar, ou fazer um passe para a desmarcação do Betinho. Fez de tudo e quase tudo bem, a aproveitar aquele pé esquerdo mágico e aquela percepção do que os colegas iam fazer. Antes destes últimos 30’, vimo-lo demasiadas vezes na linha (conte-se os cruzamentos que tirou antes desse período, e depois disso). É na zona central que tem que dar asas à criatividade e habilidade que tem.
 
 
Betinho

Dois golos no único jogo que fez a titular. Grandes desmarcações, que por pouco não lhe valeram pelo menos mais dois. Desmarca-se muito bem e tem uma enorme frieza frente ao guarda-redes. Depois, no resto, sabe segurar a bola e também sabe (e tem técnica) para jogar ao primeiro toque. Tem apenas de aparecer mais vezes a dar opções de passe e os colegas também têm de o procurar mais, mas sempre que tal acontece, define bem e mostra habilidade e inteligência. Um ano na Equipa B fazia-lhe bem à confiança (marcaria muitos golos e faria uma excelente época). Porém, dependendo do que Montero mostrar, deve – se o colombiano falhar – ser a opção principal. Ao contrário de Rubio e Cissé (os 2 por razões diferentes um do outro), precisa muito de jogos mas, em termos de capacidade actual, é o mais capaz dos pontas-de-lança que por enquanto, o Sporting tem.

Valentin Viola

Ontem mostrou grande qualidade, hoje esteve bem na primeira parte, menos bem na segunda. Teve um movimento que não gosto muito, e que não lhe costuma sair bem, mas em que ele insiste, que é enfrentar o lateral, estando na esquerda, e adiantar a bola para a ir buscar mais à frente. Quase sempre sai pela linha de fundo ou o defesa ganha posição e fica com a bola, mas ele insiste nesse momento. Parece-me, ainda assim, um jovem que numa boa e estável dinâmica colectiva pode crescer muito (ao contrário por exemplo do Salomão, que não me parece ter margem para grandes ideias). Só não sei se como ala ou se como avançado-centro. Terei alguma pena se sair.

Wilson Manafá

Só tinha visto um jogo dele. Ainda que obviamente inconclusivo, teve hoje uma excelente incursão pela direita (veio da linha para dentro), demonstrando velocidade, inteligência e habilidade. Teve ainda outra situação ofensiva em que gostei do que fez. Ainda é júnior, mas penso que como lateral-direito tem potencial. Precisa de ter a sorte de apanhar bons “professores” nos próximos tempos; se isso acontecer, parece-me ter potencial para ser um bom lateral-direito (talvez mais até do que Riquicho, que ontem oscilou muito entre o razoavelmente bom e o mau).
 
 Luís Ribeiro, Victor Golas
 
Dentro dos postes, o Luís Ribeiro não teve muito trabalho, enquanto o Golas mostrou segurança (teve ainda, entre bola corrida e lances de bola parada, algum trabalho). A sair-se da baliza, o brasileiro esteve melhor que o português: creio que vão os dois melhorar com o tempo neste aspecto. Com os pés, mostraram ambos qualidades: Golas mais prático e com segurança, Luís Ribeiro com bem mais habilidade, um excelente pé direito, que lhe permitia ser quase um líbero, mas com alguns lapsos, que seguramente vai corrigir, quando procurava o pé esquerdo e quando demorava a perceber exactamente o que fazer com a bola; ainda assim, novamente, notar a excelente colocação de bola do seu pé direito, que fazia passes teleguiados... o SCP está com um muito bom lote de guarda-redes.


Luka Stojanovic

Já o tinha visto jogar e fiquei com a mesma ideia que tenho hoje: pode ser um muito bom médio-defensivo. É inteligente, tem toque de bola e ocupa relativamente bem o espaço, portanto, tem margem de evolução. Tem que ser mais disponível, a defender e a atacar, atacando mais rápido os espaços certos na defesa e escondendo-se menos na fase de ataque. Porém, tem um perfil sóbrio e interessante.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Jogadores e plantel

É curioso ver a quantidade de “indignados” com o Hélder Barbosa na Internet, da parte dos sportinguistas.  Seria também interessante perguntar a todas essas pessoas o que é que acham do Cissé e do Maurício. Quanto ao primeiro, seria qualquer coisa como “é jovem, de certeza que tem potencial, vamos apoiar” e quanto ao segundo “não conheço mas confio no Bruno e no Jardim, vamos apoiar”. Já o Hélder Barbosa parece pior opção que o Maurício. Talento? Para quê? Interessa é a idade que está no BI, o scouting e a vontade de cá estar. O resto é letra…

O Hélder Barbosa não só seria uma boa opção, seria uma excelente opção. O Sporting tem para as alas Jeffrén, Carrillo, Capel, Labyad, Salomão e Wilson. É muito? Até é. Mas têm todos um perfil demasiado próximo. Jeffrén não deve contar, por motivos físicos (e salariais). Capel não deveria contar, por motivos futebolísticos (e salariais) – ele que quando chegou a Lisboa era muito melhor do que o que é hoje, e que com um bom treinador até pode ter algum rendimento. Salomão parece-me, por várias razões, uma má aposta (o que tem duvido muito que chegue, e não tem margem para crescer muito mais). Sobram Carrillo, Labyad e Wilson. Labyad é um jogador que vejo sobretudo como sendo bom partindo da ala, e que se refreasse o seu egoísmo talvez pudesse render mais (na Holanda, era mais jogador). Mas é uma incógnita. Wilson é para trabalhar para o futuro (no Presente, não dá para mais do que ser uma boa alternativa). Sobra Carrillo, que com confiança e minutos me parece o único que garante coisas boas à equipa. Portanto, a quantidade é muita, mas as incógnitas também. Barbosa seria uma solução de custos modestos, e que, confiante, poderia dar à equipa coisas importantes que os outros dificilmente são capazes de dar (seja em que situação for). Um ataque com Carrillo, Hélder Barbosa e Montero, bem suportado pelo meio-campo, seria interessante. Se poderíamos ter um jogador com o mesmo perfil do H. Barbosa, mas mais rápido/talentoso? Talvez (provavelmente)… Mas dificilmente nas actuais circunstâncias. E para quem aplaudiu Maurício e Cissé, é absurdo ver com maus olhos um jogador que, na temporada anterior a esta, fez 37 jogos como titular no Braga de Jardim, que alcançou o terceiro lugar (até a muito poucas jornadas do fim, esteve em luta pelo primeiro) e que passou a fase de grupos da Liga Europa. Poderia também dizer que marcou 12 golos nessa época (que acabou há 14 meses)… Enfim, espero que desta feita, como de outras, o jornal «A Bola» acerte. Estranho que Jesualdo conte pouco com ele, mas João Pedro, Pedro Santos (contratado ao Setúbal), Salvador Agra, Alan e Felipe Pardo também são nomes interessantes. Para além de que têm contratos mais duradouros.

Sobre o plantel do Sporting, dizer ainda que não compreendo muitas coisas. A primeira é a ostracização do Nuno Reis. Ser suplantado por Maurício (de quem espero muito pouco), Fabrice e Rúben Semedo, em simultâneo, é absurdo. Aliás, o melhor eixo defensivo que o Sporting poderia ter seria composto por Pedro Mendes, Tiago Ilori, Eric Dier e Nuno Reis (digo isto porque Rojo, que acho que no seu melhor é bastante bom, vai novamente baixar de produção… e auferirá demasiado para o que jogará). Outra questão prende-se com jogadores que não seguiram para estágio. O Rúbio, com o actual quadro de atacantes (e mesmo com a vinda de Montero), tem lugar na Equipa A. Claramente. E o Betinho só não tem porque seria contraproducente não fazer mais uma época na Equipa B. O João Mário também devia estar na Equipa A, ao contrário do William Carvalho, que devia estar na B. Se há jogador que precisa de o mais cedo possível chocar com realidades mais exigentes para evoluir é o João Mário. Por outro lado, se há jogador que precisa mais de jogos atrás de jogos, será o William. E para a Equipa A, não estará preparado para tal (não só porque dificilmente tem talento para se impor já no onze da equipa principal, como também porque a meio da época rebentaria fisicamente). E por último seria importante adquirir mais defesas-laterais (um direito, e só não digo um esquerdo porque o King foi contratado). Primeiro, porque acho o Cédric curto para solução única na primeira equipa (vamos ver se confirmará mesmo o potencial…). Depois, porque o Esgaio precisa de um ano inteiro na B, bem orientado, a jogar a lateral-direito. E sem sair de lá. Mesmo acreditando que o Cédric cumprirá com as exigências (eu gosto dele, mas, tal como com o Rojo, admito-me reticente), precisa de concorrência. Se precisarmos de pedir um por empréstimo, que seja.

Muitas reticências, portanto. Se quisermos fazer uma boa temporada, temos mesmo de contratar dois homens para o ataque (Montero e Hélder Barbosa seriam boas opções) e um lateral-direito. Para além disto, manter o Ilori. Depois, é apostar fortemente no Tiago Ilori, no Eric Dier, no Rinaudo, no Adrien, no André Martins e no Carrillo. Estar atento ao desenvolvimento do Chaby, do William, do Iuri e do Betinho, na Equipa B, e esperar que sejam todos bem orientados nos treinos. Se tal acontecer, pode ser que nos safemos desta...

domingo, 14 de julho de 2013

O grande reforço


O Ozil vai ao Canadá.

Aqui, aos 1:02 minutos.

Só falta ir o Messi.



PS - A foto pertence ao website Notícias do Futebol.

domingo, 16 de junho de 2013

Sporting 2013-2014 - Equipa B

Características gerais:

Em termos de número de jogadores, o plantel teria 22 jogadores (número também já confirmado pelo director de futebol Augusto Inácio). Parece-me um número de atletas bastante razoável, porventura até excessivo face ao potencial de alguns dos jogadores que ainda se encontrarão no plantel de juniores, e que até já foram chamados à Equipa B (Ricardo Tavares, Cristian Ponde, Daniel Podence, etc).

Seria um plantel relativamente barato, onde manteria alguns dos jogadores da temporada transacta, acrescentando-lhes algumas contratações que considero oportunidades de negócio interessantes.

O objectivo, aqui, não seria os resultados desportivos, mas fundamentalmente a evolução individual de alguns destes jogadores, através do seu enquadramento num modelo que os aproximasse das exigências da Equipa Principal.
 
GR - L. Ribeiro, M. Meira
DL - R. Esgaio, E. Ié, Mica, A. Figueiredo
DC - Tobias Figueiredo, Fabrice Foko, Rúben Semedo, M. Serôdio
MD/MC - Kikas, Filipe Chaby, L. Stojanovic, L. Cortez, F. Rosa, Wallyson M.
AV - Betinho, Iuri Medeiros, Alex, C. Mané, G. Etock, Plange


Baliza:

Aqui, tal como na equipa principal, o plantel teria dois guarda-redes, que seriam Luís Ribeiro (ex-suplente de Victor Golas) e o recém-promovido Mickael Meira (guarda-redes que não me parece ter potencial para chegar à equipa-principal do Clube, mas que representa uma solução barata e conhecedora da casa). Se tivesse de fazer alguns jogos por esta equipa secundária, não dando a segurança de Golas nem sequer a do L. Ribeiro, também me parece que não comprometesse as aspirações da equipa.
 
Defesa:
Em virtude da ascenção de Santiago Arías ao plantel principal (e, mesmo que não integrasse o plantel, parece-me que o seu tempo na Equipa B se esgotou), fica a sobrar uma vaga na lateral-direita. Em minha opinião, deveria ser ocupada por Ricardo Esgaio, regressando este a uma posição que bem conhece depois de um bom ano a jogar a extremo. Do outro lado, manter-se-ia Mica. Como alternativas, optaria por Edilino Ié na direita (jogador barato, e que pode também jogar noutras posições) e, para substituir Seejou King (que não contrataria), ia buscar o Afonso Figueiredo ao Braga B. Este defesa-esquerdo tem 20 anos, sendo da geração de Esgaio e Betinho. Já passou pela formação do Sporting, de onde seguiu para Braga, estando lá há três temporadas. Nesta última, foi titular da Equipa B por 8 vezes, no seu primeiro ano de sénior, tendo como concorrentes Emídio Rafael (ex-Porto) e André Pires (ex-Belenenses). Em alternativa, iria buscar este último (André Pires), que tem experiência de II Liga e é um jogador financeiramente acessível (não tem o potencial do AF).
Para centrais, apostaria fortemente no Tobias Figueiredo, que (a cumprir o seu primeiro ano de sénior, mas já com experiência pela Equipa B) seria o patrão da defesa. A acompanhá-lo estariam o Fabrice Fokobo, o Rúben Semedo e o actualmente emprestado Miguel Serôdio, que garante uma vaga preenchida a (muito) baixo custo.
 
Meio-campo:
No meio-campo, apostaria em 6 médios. Os pilares base seriam o português Kikas (que seria o garante da estabilidade num meio-campo renovado) e o jovem Filipe Chaby (que infelizmente perdeu a época passada por lesão, e que para mim tem um talento tremendo, superior ainda ao de João Mário). A lutar pela restante vaga estariam o sérvio Luka Stojanovic  e o jovem Luís Cortez. Partindo atrás, mas ainda assim esperando por uma oportunidade (para além da temporada ser longa, Chaby poderia aparecer amiúde na Equipa Principal) estariam os restantes 2 médios, Farley Rosa (mostrou alguma qualidade jogando naquela equipa de juniores liderada por Sá Pinto, que conquistou as atenções internacionais pelo seu futebol ofensivo) e Wallyson Mallman, brasileiro que chegou recentemente aos juniores do Sporting e mostrou algum potencial.
 
 
Ataque:
Para o ataque, os dois jogadores “indiscutíveis” seriam o avançado-centro Betinho (tem muita qualidade nas movimentações, pena não ter muito poder de explosão, mas Wolfswinkel também não tinha… e Betinho precisa de uma época inteira a jogar naquela posição para ganhar intensidade/rotina) e Iuri Medeiros (que tem um talento enorme e que será um grande desafio para os treinadores que encontrar). No lado contrário do ataque, lutariam por um lugar o ex-júnior Carlos Mané e uma contratação que faria: Alex, do Santa-Clara (quase a fazer 22 anos, é um extremo esquerdino com qualidade técnica, capacidade de explosão e imaginação). Alex foi titular em 12 jogos pelo Santa Clara, equipa que fez menos 7 pontos que o Sporting B, e penso que podia dar experiência e qualidade ao grupo. Como alternativa a Betinho, teria Gael Etock, que podia ser titular quando Betinho fosse chamado à Equipa A. Para completar o lote, ficaria com o ganês Nii Plange, que fez uma temporada relativamente boa na época passada, e que aparentemente tem contrato com o Sporting.
 
Nota – No primeiro parágrafo, é referido o nome do jogador Ricardo Tavares, entretanto transferido para o FCP.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Sporting 2013/2014 - Equipa A


Enquadramento geral:
Em termos quantitativos, a composição do plantel seria de 20 jogadores – o próprio Augusto Inácio já referiu que o plantel teria esse número de atletas (embora as coisas nunca sejam certas…). Parece-me um número indicado atendendo a que a equipa não tem como objectivo ser campeã nacional ou vencer uma prova europeia (nem sequer jogará a meio da semana na próxima época).

Partindo para uma análise diferente, a composição geral do plantel basear-se-ia maioritariamente em poucas contratações (apenas 3, contando com Jefferson) e optaria por apostar fortemente nas renovações de contrato e aumentos salariais. Seria provável que alguns dos jogadores acabassem por auferir um vencimento demasiado elevado para a qualidade/potencial que têm (acima de todos os outros, estariam Bruma e Adrien); mas seria uma “perda” que seria compensada pela ausência de pagamentos (aos Clubes e aos empresários) em outras contratações – que ainda por cima implicariam um processo de adaptação dos novos jogadores ao Clube, quando é de evitar demasiadas mudanças/sangrias depois da alteração da estrutura e da equipa-técnica. Escusado será dizer que, por estarem sobrevalorizados, manteria apenas estes dois jogadores de forma temporária, valorizando-os para os vender de seguida.
Em termos de objectivos, pediria à equipa-técnica e aos jogadores o quarto lugar. Parece-me que o Braga, com a contratação de Jesualdo Ferreira (e restantes adjuntos), continua a partir à frente do Sporting na luta pelo terceiro lugar – e parece-me pouco justo exigir a terceira posição depois de uma época destas e depois de tantas mudanças. Ainda assim, isto não significa de forma nenhuma que seja impossível chegar ao terceiro lugar; significa, isso sim, que se retirava a pressão à equipa-técnica e jogadores. O Paços de Ferreira é um exemplo de que é perfeitamente possível atingir resultados impensáveis no planeamento da temporada, e de que é caminhando a passo, pensando jogo a jogo, que se pode chegar longe e surpreender. A quarta posição seria apenas um patamar mínimo para a nova equipa-técnica (porque a ideia de que esta não deve depender de nenhuns resultados me parece excessiva, utópica e até contraproducente). Outros objectivos (não tão mensuráveis) seriam: i) a satisfação dos sportinguistas com o futebol praticado pela equipa; ii) a evolução da equipa ao longo da temporada; iii) a evolução e valorização dos activos do plantel


Baliza:
Os dois guarda-redes seriam os brasileiros Marcelo Boeck e Victor Golas. Rui Patrício sairia, porque – sendo um dos mais bem-pagos – é um dos maiores activos do Sporting: duas condições que, aliadas à necessidade da realização de encaixes significativos (e à sua ambição pessoal), obrigam à saída do internacional português. Marcelo Boeck (que me parece ser um guarda-redes muito seguro) e Victor Golas (que sempre que jogou pela equipa principal demonstrou maturidade; e leva 2 temporadas consecutivas como titular na II Liga, onde mostrou potencial e talento) seriam suficientes para o Campeonato e Taças Internas.

Defesa:
Os três defesas-laterais que elegeria seriam Cédric Soares, Jefferson e Santiago Arías. Se a lateral-direita é relativamente consensual (pela relação qualidade/custo que apresentam face aos objectivos próximos do Clube), ficaria apenas com Jefferson no lado contrário. Em caso de necessidade, jogaria ali o Mica (ou mesmo o Rojo – DC). Seria o calcanhar de aquiles do onze, mas parece-me que – a sê-lo -, seria pouco problemático.

Para o centro da defesa, três bons centrais: Marcos Rojo, Tiago Ilori e Eric Dier. Três jovens com capacidades para se afirmarem no Sporting e no Campeonato Português no imediato (se bem orientados). Em último caso, se Rojo tiver de ser vendido, faria regressar o Nuno Reis para discutir com eles o lugar. O que faria sempre era renovar com o Ilori e o Dier por valores próximos de um jogador titular – são ambos jogadores para, nas próximas 3 temporadas, fazerem grandes épocas e porventura representarem grandes vendas para os cofres do Sporting (dependendo das propostas do momento e das alternativas internas e externas existentes).

Meio-campo:
Para o meio-campo, 6 médios. As duas pedras basilares do meio-campo, que formariam a base do mesmo, seriam o argentino Fito Rinaudo e o português André Martins: penso que não preciso de explicar porquê, basta consultar artigos anteriores para perceberem a minha opinião sobre ambos. Seriam, até, os jogadores-chave do plantel. A lutar pela restante vaga no meio-campo a 3, estariam o Adrien Silva e o André Santos, com o João Mário a espreitar uma oportunidade no decorrer da época e o Zézinho a garantir competitividade a baixo custo (e a poder fazer alguns minutos em caso de lesões e castigos dos colegas). Renovaria os vínculos do A. Martins (para valores não muito distantes dos de Rinaudo), do A. Santos (por um valor pouco superior ao que actualmente aufere; parece-me que não deverá ter propostas desportiva e financeiramente muito mais vantajosas) e do J. Mário (ficando este com um contrato bastante longo). Não faria da manutenção do Adrien uma exigência (há bons jogadores para o lugar mais baratos, como o Vítor do Paços de Ferreira; ou até o Filipe Augusto, do Rio Ave), mas acho que numa boa temporada colectiva pode valorizar e significar um encaixe superior ao que significaria agora. O facto de já conhecer o Rinaudo e o A. Martins – parceiros de meio-campo – seria para mim um extra importante para garantir uma boa química no trio.

Ataque:

Para as alas, mantinha a aposta no André Carrillo e no Bruma, renovando-lhes (a ambos) os vínculos contratuais. Penso que, também num prazo de três anos, têm ambos condições para terem um percurso próximo de Ilori e Dier (ao Carrillo, penso que falta motivação e orientação, mas é um desafio muito interessante para a nova equipa-técnica). A esses juntaria o Hélder Barbosa, do Braga. É um jogador que fez uma temporada muito boa com o Leonardo Jardim, tem alguma maturidade e é um atacante de qualidade. Não sendo já possível ir buscar o Josué, seria a minha escolha para extremo. Como alternativa, estaria Labyad - jogador que creio que o Sporting terá muitas dificuldades para conseguir manter.
Para o centro do ataque, contrataria o marroquino Ghilas (Moreirense). Não seria uma tarefa fácil (convencê-lo a rumar a Alvalade), mas um bom contrato e a segurança de que seria opção forte (titular) poderia ajudar bastante. A lutar por um lugar com ele, o chileno Diego Rúbio. Continuo a acreditar bastante no potencial que tem para ser trabalhado: desmarca-se muito bem, finaliza bem, tem poder de explosão e tecnicamente é dotado (e sabe usar esses dotes). A última temporada na Equipa B (onde, atendendo ao facto de só amiúde ter jogado a PL, marcou muitos golos) preparou-o para a tarefa. Garantiria qualidade e competitividade sem grandes custos. Na Equipa B, estaria Betinho a jogar todas as semanas e a poder eventualmente ser chamado.

Como jóquer, capaz de fazer todas as posições, estaria Wilson Eduardo. Não o colocaria aqui se a Académica tivesse tido no Campeonato um percurso tão digno quanto o que teve na Europa (isso significaria que teria tido bem mais golos, e hoje tinha propostas mais vantajosas) mas as circunstâncias fazem dele um jogador sem grande mercado, e que pode preencher uma das vagas do ataque, a baixo-custo e com polivalência. Como também jogaria pouco, poderia ser trabalhado nos treinos na posição de PL, porque me parece um avançado rápido, e que se desmarca e finaliza bem – precisa de ser trabalhado no lugar e tem tempo para isso (ainda que nunca vá atingir o estrelato, pode melhorar significativamente enquanto jogador).

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Leonardo Jardim e o futuro

Conheço mais ou menos o trabalho do Leonardo Jardim nos clubes por onde tem passado: não muito bem – o que torna a análise pouco credível. Opinião, somente, baseada no que me recordo das suas equipas, do que li do que foi dizendo ao longo da carreira (nem sempre sabemos com que objectivos) e do que outros dizem sobre ele (porque, claro, a nossa independência crítica consiste somente em retemos tudo o que nos é exterior para depois formularmos o nosso próprio juízo). Se quiser conhecer melhor Leonardo Jardim, verdadeiramente, o melhor que tem a fazer é ver imediatamente isto. 
 
Porém, e fosse eu o principal decisor (não sou e ainda bem que não sou), com os dados que tenho (que mais depressa me fariam anunciar a demissão que tomar esta difícil decisão) não contrataria Leonardo Jardim. Mais ainda: colocava uns 4/5 treinadores à sua frente. Um deles seria, claramente, Jesualdo Ferreira. Não é que tenha uma forma de pensar o futebol particularmente diferente (talvez nem tenha aqui vantagem alguma sobre Jardim), mas tem um conhecimento do futebol (e de tudo o que envolve o futebol), dos clubes grandes em Portugal e do Campeonato pouco comuns. E, para além disso, é um indivíduo que (não deixando de ter ambição) atingiu já um patamar que lhe permite hoje lidar com os problemas de uma forma pouco comum. A juntar a este facto o conhecimento que já leva dos jogadores do Sporting (e dos restantes treinadores, como por exemplo Oceano), seria uma opção muito superior à de Jardim. Muito.
Haveriam outros treinadores, igualmente, que gostaria mais de ver em Alvalade. José Peseiro (que tem muitos problemas, sabemo-lo), Carlos Carvalhal (que seria muito mal visto) e sobretudo Paulo Fonseca agradar-me-iam igualmente mais. Ao nível de Jardim está para mim, eventualmente, o Pedro Caixinha (talvez, por já estar disponível, o Jardim seja uma melhor opção que a que seria o PC) – pouco mais que uma incógnita. Pior que o Jardim seriam ainda assim (porque também é preciso ver o lado menos negativo da escolha) o Marco Silva, o Rui Vitória e os restantes técnicos (alguns brasileiros, recordo-me) entretanto relacionados na imprensa com o Sporting. Não terem sido equacionados seria um grande sinal – não porque sejam maus (os brasileiros não conheço), mas porque poderia verificar-se que a nova estrutura do Sporting só teria equacionado os melhores treinadores disponíveis. Verdade ou ilusão, bastar-nos-á (porque nos tem de bastar) para já. E mais tarde confirmaremos.
A ideia que tenho de Jardim é, portanto, estranha: sinto que (dadas inúmeras questões, mas em particular destaque, claro, o trabalho do Miguel Nunes na análise ao Olympiakos do madeirense) conheço a forma de jogar das suas equipas, sem fazer ideia do que será o seu Sporting. E sinto a mesma impressão (por razões diferentes) que comecei a sentir com Domingos quando a equipa caiu: ou isto corre muito bem, ou corre muito mal. Os jogadores a que Jardim dará o seu aval (em parceria com a estrutura, presumo) e a forma como o treinador será “protegido” (aqui, diga-se que entra numa altura que lhe é especialmente propícia a ter sucesso) definirão muito daquilo que será a sua prestação em Alvalade. Jefferson, Ghilas, Josué e André Santos seriam boas escolhas no actual contexto. Nuno Reis e Wilson Eduardo igualmente, embora não tanto. Carlão seria simplesmente péssimo. A manutenção de Eric Dier, Tiago Ilori, Rinaudo (há Custódio e há André Leão, há até Adrien Silva e André Santos, mas no actual momento manter Rinaudo ganha especial importância), André Martins e André Carrillo são imprescindíveis. Bruma (porque pedirá um salário demasiado alto e tem pretendentes) e Adrien (porque a sua manutenção obrigaria a uma renovação imediata do contracto de outros jogadores, entre os quais, claro, André Martins) são casos complicados. Mas – rumores à parte – resta-nos aguardar pacientemente a composição do plantel e o anúncio da restante equipa técnica. E ter sempre uma fé, diferente d dos outros porque respeitadora e humana (no sentido da manutenção dos pés na terra), crente na dificuldade que será atingir o terceiro lugar mas, ao mesmo tempo, esperando com ansiedade aquilo que o Braga e o Paços farão no defeso.
O nosso caminho é, hoje ou amanhã (e será porque tem de ser), o Presente e o Futuro de mãos dadas.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Notas soltas

Mission accomplished:

Bruno de Carvalho e os seus mais fervorosos fãs conseguiram a sua grande missão, de há dois anos para cá: vencer os inimigos internos, os situacionistas, a corja, a promiscuidade, os conflitos de interesses e a continuidade. Batê-los e tirá-los do Sporting.
Seria bom, para o SCP, que essa fibra também se demonstrasse daqui para a frente contra os inimigos externos. É que bater o SCP de Godinho Lopes ou o projecto de JPC é uma brincadeira de crianças quando comparado com bater o Porto de PdC, o Benfica de Jorge Jesus e/ou o Braga de António Salvador e Peseiro.

Bruno de Carvalho, durante 2 anos, elevou imenso a fasquia. Cair-lhe-á agora a exigência em cima. Teve 2 anos para se preparar e os sócios informados, esclarecidos e verdadeiramente sportinguistas não tiverem dúvida nenhuma de que Bruno de Carvalho é a opção certa para o Sporting. Os outros (situacionistas, lambuças e/ou desinformados) farão a Bruno de Carvalho aquilo que os seus apoiantes fizeram a Godinho Lopes – não tolerarão erros, falhas, derrotas. Estarão sempre ao ataque.

Eu estou fora, porque o meu SCP não nasceu na madrugada de 23 de Março: o meu SCP (o nosso SCP, porque o de mais uns quantos) é o dos sócios. O que viveu bons e maus períodos, o que teve vitórias e derrotas, o que teve o JEB e o Godinho ou o que tem o Carvalho. O das direcções eleitas pelos sócios. O dos R & C aprovados pelos sócios. Identificar-me mais ou menos com o Clube não é um pormenor, mas não me leva a não aceitar as decisões (soberanas) dos sócios, a desvalorizar e insultar quem pensa diferente de mim ou a ver um Sporting «nosso» e um Sporting «deles».

Tenho actualmente uma professora no Ensino Superior, de História Contemporânea, que me disse a semana passada: «aquilo que tem mais medo, no mundo, é das pessoas que têm certezas e não têm dúvidas». O BdC não teve nem tem dúvidas. Os seus apoiantes estão tão seguros que não concebem – nem nunca conceberam – que possam estar errados, e que os outros tenham razão. Tenho medo que tenhamos eleito um “mini-ditador”, suportado por outros mini-ditadores. Um «José Sócrates», com a oratória, o populismo, a demagogia, a inflexibilidade e a incapacidade. Mas cá estarei e respeitarei a vontade dos sócios. Pelo Sporting.. sempre!

«Agora mandamos nós. O Sporting é nosso outra vez» (Bruno de Carvalho)
Ou o Sporting só é nosso quando i) ganha; ii) tem um candidato com um discurso popular; iii) está eleito o verdadeiro representante do verdadeiro SCP.

Quando o SCP perde ou empate, é o Sporting «deles». O Sporting «deles» é medíocre e pouco ambicioso. O Sporting «deles» é escolhido pelos interesses, o nosso pelos votos de verdadeiros sportinguistas.
Ou, numa síntese, o Sporting só é “nosso” quando os sócios “acordam” e votam em quem, com menos de 60% dos votos, é o seu único e verdadeiro representante.

Para quem não “ganhou por goleada”, começar com um discurso divisionista (entre os sócios que hoje elegeram BdC e os que anteriormente votaram na “corja”; ou mesmo entre Clube e bancos) é capaz de não ser boa ideia. E obriga a ganhar: caso contrário «eles» - os outros sócios e a banca - são capazes de ter pouca tolerância às derrotas e empates.

«A formação por si só não vai chegar para a grandeza do Sporting (…) Se há reforços identificados? Algumas coisas…» (Augusto Inácio)
Será que AI conhece a folha de vencimentos dos actuais jogadores com que o SCP tem contrato (no plantel, na formação e actualmente emprestados a outros clubes)?

Será que AI já sabe que treinador terá o SCP na próxima temporada? Não é capaz de ser melhor primeiro focar-se na questão do treinador (é capaz de ser bem pensado não contarem com o JF…) e só depois debruçar-se minimamente sobre possíveis reforços? São, por tudo, declarações prematuras e pouco responsáveis.
De qualquer forma, como diz um meu amigo sportinguista, as esperanças (a existirem) residem em Virgílio Lopes. Porventura também no Tomaz Morais (apesar de o futebol não ser a sua “praia”) e o incógnito da Academia (dependendo de quem seja). O resto, para o positivo, pouco conta.


Reinventar o que o SCP faz bem
Li, no FórumSCP, que se falava do Bento Valente como aposta do JPC para a formação do Sporting. A importância de se melhorar e reinventar não é real apenas nas áreas em que o Sporting trabalha mal, é também nas áreas em que o Sporting pode trabalhar melhor.

As estruturas devem mudar, mas partir com ideias feitas e inalteráveis para o Clube, por várias razões, é capaz de ser pouco recomendável. Sob pena de se mudar para pior, com custos (desportivos e financeiros) difíceis de ultrapassar.