domingo, 16 de junho de 2013

Sporting 2013-2014 - Equipa B

Características gerais:

Em termos de número de jogadores, o plantel teria 22 jogadores (número também já confirmado pelo director de futebol Augusto Inácio). Parece-me um número de atletas bastante razoável, porventura até excessivo face ao potencial de alguns dos jogadores que ainda se encontrarão no plantel de juniores, e que até já foram chamados à Equipa B (Ricardo Tavares, Cristian Ponde, Daniel Podence, etc).

Seria um plantel relativamente barato, onde manteria alguns dos jogadores da temporada transacta, acrescentando-lhes algumas contratações que considero oportunidades de negócio interessantes.

O objectivo, aqui, não seria os resultados desportivos, mas fundamentalmente a evolução individual de alguns destes jogadores, através do seu enquadramento num modelo que os aproximasse das exigências da Equipa Principal.
 
GR - L. Ribeiro, M. Meira
DL - R. Esgaio, E. Ié, Mica, A. Figueiredo
DC - Tobias Figueiredo, Fabrice Foko, Rúben Semedo, M. Serôdio
MD/MC - Kikas, Filipe Chaby, L. Stojanovic, L. Cortez, F. Rosa, Wallyson M.
AV - Betinho, Iuri Medeiros, Alex, C. Mané, G. Etock, Plange


Baliza:

Aqui, tal como na equipa principal, o plantel teria dois guarda-redes, que seriam Luís Ribeiro (ex-suplente de Victor Golas) e o recém-promovido Mickael Meira (guarda-redes que não me parece ter potencial para chegar à equipa-principal do Clube, mas que representa uma solução barata e conhecedora da casa). Se tivesse de fazer alguns jogos por esta equipa secundária, não dando a segurança de Golas nem sequer a do L. Ribeiro, também me parece que não comprometesse as aspirações da equipa.
 
Defesa:
Em virtude da ascenção de Santiago Arías ao plantel principal (e, mesmo que não integrasse o plantel, parece-me que o seu tempo na Equipa B se esgotou), fica a sobrar uma vaga na lateral-direita. Em minha opinião, deveria ser ocupada por Ricardo Esgaio, regressando este a uma posição que bem conhece depois de um bom ano a jogar a extremo. Do outro lado, manter-se-ia Mica. Como alternativas, optaria por Edilino Ié na direita (jogador barato, e que pode também jogar noutras posições) e, para substituir Seejou King (que não contrataria), ia buscar o Afonso Figueiredo ao Braga B. Este defesa-esquerdo tem 20 anos, sendo da geração de Esgaio e Betinho. Já passou pela formação do Sporting, de onde seguiu para Braga, estando lá há três temporadas. Nesta última, foi titular da Equipa B por 8 vezes, no seu primeiro ano de sénior, tendo como concorrentes Emídio Rafael (ex-Porto) e André Pires (ex-Belenenses). Em alternativa, iria buscar este último (André Pires), que tem experiência de II Liga e é um jogador financeiramente acessível (não tem o potencial do AF).
Para centrais, apostaria fortemente no Tobias Figueiredo, que (a cumprir o seu primeiro ano de sénior, mas já com experiência pela Equipa B) seria o patrão da defesa. A acompanhá-lo estariam o Fabrice Fokobo, o Rúben Semedo e o actualmente emprestado Miguel Serôdio, que garante uma vaga preenchida a (muito) baixo custo.
 
Meio-campo:
No meio-campo, apostaria em 6 médios. Os pilares base seriam o português Kikas (que seria o garante da estabilidade num meio-campo renovado) e o jovem Filipe Chaby (que infelizmente perdeu a época passada por lesão, e que para mim tem um talento tremendo, superior ainda ao de João Mário). A lutar pela restante vaga estariam o sérvio Luka Stojanovic  e o jovem Luís Cortez. Partindo atrás, mas ainda assim esperando por uma oportunidade (para além da temporada ser longa, Chaby poderia aparecer amiúde na Equipa Principal) estariam os restantes 2 médios, Farley Rosa (mostrou alguma qualidade jogando naquela equipa de juniores liderada por Sá Pinto, que conquistou as atenções internacionais pelo seu futebol ofensivo) e Wallyson Mallman, brasileiro que chegou recentemente aos juniores do Sporting e mostrou algum potencial.
 
 
Ataque:
Para o ataque, os dois jogadores “indiscutíveis” seriam o avançado-centro Betinho (tem muita qualidade nas movimentações, pena não ter muito poder de explosão, mas Wolfswinkel também não tinha… e Betinho precisa de uma época inteira a jogar naquela posição para ganhar intensidade/rotina) e Iuri Medeiros (que tem um talento enorme e que será um grande desafio para os treinadores que encontrar). No lado contrário do ataque, lutariam por um lugar o ex-júnior Carlos Mané e uma contratação que faria: Alex, do Santa-Clara (quase a fazer 22 anos, é um extremo esquerdino com qualidade técnica, capacidade de explosão e imaginação). Alex foi titular em 12 jogos pelo Santa Clara, equipa que fez menos 7 pontos que o Sporting B, e penso que podia dar experiência e qualidade ao grupo. Como alternativa a Betinho, teria Gael Etock, que podia ser titular quando Betinho fosse chamado à Equipa A. Para completar o lote, ficaria com o ganês Nii Plange, que fez uma temporada relativamente boa na época passada, e que aparentemente tem contrato com o Sporting.
 
Nota – No primeiro parágrafo, é referido o nome do jogador Ricardo Tavares, entretanto transferido para o FCP.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Sporting 2013/2014 - Equipa A


Enquadramento geral:
Em termos quantitativos, a composição do plantel seria de 20 jogadores – o próprio Augusto Inácio já referiu que o plantel teria esse número de atletas (embora as coisas nunca sejam certas…). Parece-me um número indicado atendendo a que a equipa não tem como objectivo ser campeã nacional ou vencer uma prova europeia (nem sequer jogará a meio da semana na próxima época).

Partindo para uma análise diferente, a composição geral do plantel basear-se-ia maioritariamente em poucas contratações (apenas 3, contando com Jefferson) e optaria por apostar fortemente nas renovações de contrato e aumentos salariais. Seria provável que alguns dos jogadores acabassem por auferir um vencimento demasiado elevado para a qualidade/potencial que têm (acima de todos os outros, estariam Bruma e Adrien); mas seria uma “perda” que seria compensada pela ausência de pagamentos (aos Clubes e aos empresários) em outras contratações – que ainda por cima implicariam um processo de adaptação dos novos jogadores ao Clube, quando é de evitar demasiadas mudanças/sangrias depois da alteração da estrutura e da equipa-técnica. Escusado será dizer que, por estarem sobrevalorizados, manteria apenas estes dois jogadores de forma temporária, valorizando-os para os vender de seguida.
Em termos de objectivos, pediria à equipa-técnica e aos jogadores o quarto lugar. Parece-me que o Braga, com a contratação de Jesualdo Ferreira (e restantes adjuntos), continua a partir à frente do Sporting na luta pelo terceiro lugar – e parece-me pouco justo exigir a terceira posição depois de uma época destas e depois de tantas mudanças. Ainda assim, isto não significa de forma nenhuma que seja impossível chegar ao terceiro lugar; significa, isso sim, que se retirava a pressão à equipa-técnica e jogadores. O Paços de Ferreira é um exemplo de que é perfeitamente possível atingir resultados impensáveis no planeamento da temporada, e de que é caminhando a passo, pensando jogo a jogo, que se pode chegar longe e surpreender. A quarta posição seria apenas um patamar mínimo para a nova equipa-técnica (porque a ideia de que esta não deve depender de nenhuns resultados me parece excessiva, utópica e até contraproducente). Outros objectivos (não tão mensuráveis) seriam: i) a satisfação dos sportinguistas com o futebol praticado pela equipa; ii) a evolução da equipa ao longo da temporada; iii) a evolução e valorização dos activos do plantel


Baliza:
Os dois guarda-redes seriam os brasileiros Marcelo Boeck e Victor Golas. Rui Patrício sairia, porque – sendo um dos mais bem-pagos – é um dos maiores activos do Sporting: duas condições que, aliadas à necessidade da realização de encaixes significativos (e à sua ambição pessoal), obrigam à saída do internacional português. Marcelo Boeck (que me parece ser um guarda-redes muito seguro) e Victor Golas (que sempre que jogou pela equipa principal demonstrou maturidade; e leva 2 temporadas consecutivas como titular na II Liga, onde mostrou potencial e talento) seriam suficientes para o Campeonato e Taças Internas.

Defesa:
Os três defesas-laterais que elegeria seriam Cédric Soares, Jefferson e Santiago Arías. Se a lateral-direita é relativamente consensual (pela relação qualidade/custo que apresentam face aos objectivos próximos do Clube), ficaria apenas com Jefferson no lado contrário. Em caso de necessidade, jogaria ali o Mica (ou mesmo o Rojo – DC). Seria o calcanhar de aquiles do onze, mas parece-me que – a sê-lo -, seria pouco problemático.

Para o centro da defesa, três bons centrais: Marcos Rojo, Tiago Ilori e Eric Dier. Três jovens com capacidades para se afirmarem no Sporting e no Campeonato Português no imediato (se bem orientados). Em último caso, se Rojo tiver de ser vendido, faria regressar o Nuno Reis para discutir com eles o lugar. O que faria sempre era renovar com o Ilori e o Dier por valores próximos de um jogador titular – são ambos jogadores para, nas próximas 3 temporadas, fazerem grandes épocas e porventura representarem grandes vendas para os cofres do Sporting (dependendo das propostas do momento e das alternativas internas e externas existentes).

Meio-campo:
Para o meio-campo, 6 médios. As duas pedras basilares do meio-campo, que formariam a base do mesmo, seriam o argentino Fito Rinaudo e o português André Martins: penso que não preciso de explicar porquê, basta consultar artigos anteriores para perceberem a minha opinião sobre ambos. Seriam, até, os jogadores-chave do plantel. A lutar pela restante vaga no meio-campo a 3, estariam o Adrien Silva e o André Santos, com o João Mário a espreitar uma oportunidade no decorrer da época e o Zézinho a garantir competitividade a baixo custo (e a poder fazer alguns minutos em caso de lesões e castigos dos colegas). Renovaria os vínculos do A. Martins (para valores não muito distantes dos de Rinaudo), do A. Santos (por um valor pouco superior ao que actualmente aufere; parece-me que não deverá ter propostas desportiva e financeiramente muito mais vantajosas) e do J. Mário (ficando este com um contrato bastante longo). Não faria da manutenção do Adrien uma exigência (há bons jogadores para o lugar mais baratos, como o Vítor do Paços de Ferreira; ou até o Filipe Augusto, do Rio Ave), mas acho que numa boa temporada colectiva pode valorizar e significar um encaixe superior ao que significaria agora. O facto de já conhecer o Rinaudo e o A. Martins – parceiros de meio-campo – seria para mim um extra importante para garantir uma boa química no trio.

Ataque:

Para as alas, mantinha a aposta no André Carrillo e no Bruma, renovando-lhes (a ambos) os vínculos contratuais. Penso que, também num prazo de três anos, têm ambos condições para terem um percurso próximo de Ilori e Dier (ao Carrillo, penso que falta motivação e orientação, mas é um desafio muito interessante para a nova equipa-técnica). A esses juntaria o Hélder Barbosa, do Braga. É um jogador que fez uma temporada muito boa com o Leonardo Jardim, tem alguma maturidade e é um atacante de qualidade. Não sendo já possível ir buscar o Josué, seria a minha escolha para extremo. Como alternativa, estaria Labyad - jogador que creio que o Sporting terá muitas dificuldades para conseguir manter.
Para o centro do ataque, contrataria o marroquino Ghilas (Moreirense). Não seria uma tarefa fácil (convencê-lo a rumar a Alvalade), mas um bom contrato e a segurança de que seria opção forte (titular) poderia ajudar bastante. A lutar por um lugar com ele, o chileno Diego Rúbio. Continuo a acreditar bastante no potencial que tem para ser trabalhado: desmarca-se muito bem, finaliza bem, tem poder de explosão e tecnicamente é dotado (e sabe usar esses dotes). A última temporada na Equipa B (onde, atendendo ao facto de só amiúde ter jogado a PL, marcou muitos golos) preparou-o para a tarefa. Garantiria qualidade e competitividade sem grandes custos. Na Equipa B, estaria Betinho a jogar todas as semanas e a poder eventualmente ser chamado.

Como jóquer, capaz de fazer todas as posições, estaria Wilson Eduardo. Não o colocaria aqui se a Académica tivesse tido no Campeonato um percurso tão digno quanto o que teve na Europa (isso significaria que teria tido bem mais golos, e hoje tinha propostas mais vantajosas) mas as circunstâncias fazem dele um jogador sem grande mercado, e que pode preencher uma das vagas do ataque, a baixo-custo e com polivalência. Como também jogaria pouco, poderia ser trabalhado nos treinos na posição de PL, porque me parece um avançado rápido, e que se desmarca e finaliza bem – precisa de ser trabalhado no lugar e tem tempo para isso (ainda que nunca vá atingir o estrelato, pode melhorar significativamente enquanto jogador).

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Leonardo Jardim e o futuro

Conheço mais ou menos o trabalho do Leonardo Jardim nos clubes por onde tem passado: não muito bem – o que torna a análise pouco credível. Opinião, somente, baseada no que me recordo das suas equipas, do que li do que foi dizendo ao longo da carreira (nem sempre sabemos com que objectivos) e do que outros dizem sobre ele (porque, claro, a nossa independência crítica consiste somente em retemos tudo o que nos é exterior para depois formularmos o nosso próprio juízo). Se quiser conhecer melhor Leonardo Jardim, verdadeiramente, o melhor que tem a fazer é ver imediatamente isto. 
 
Porém, e fosse eu o principal decisor (não sou e ainda bem que não sou), com os dados que tenho (que mais depressa me fariam anunciar a demissão que tomar esta difícil decisão) não contrataria Leonardo Jardim. Mais ainda: colocava uns 4/5 treinadores à sua frente. Um deles seria, claramente, Jesualdo Ferreira. Não é que tenha uma forma de pensar o futebol particularmente diferente (talvez nem tenha aqui vantagem alguma sobre Jardim), mas tem um conhecimento do futebol (e de tudo o que envolve o futebol), dos clubes grandes em Portugal e do Campeonato pouco comuns. E, para além disso, é um indivíduo que (não deixando de ter ambição) atingiu já um patamar que lhe permite hoje lidar com os problemas de uma forma pouco comum. A juntar a este facto o conhecimento que já leva dos jogadores do Sporting (e dos restantes treinadores, como por exemplo Oceano), seria uma opção muito superior à de Jardim. Muito.
Haveriam outros treinadores, igualmente, que gostaria mais de ver em Alvalade. José Peseiro (que tem muitos problemas, sabemo-lo), Carlos Carvalhal (que seria muito mal visto) e sobretudo Paulo Fonseca agradar-me-iam igualmente mais. Ao nível de Jardim está para mim, eventualmente, o Pedro Caixinha (talvez, por já estar disponível, o Jardim seja uma melhor opção que a que seria o PC) – pouco mais que uma incógnita. Pior que o Jardim seriam ainda assim (porque também é preciso ver o lado menos negativo da escolha) o Marco Silva, o Rui Vitória e os restantes técnicos (alguns brasileiros, recordo-me) entretanto relacionados na imprensa com o Sporting. Não terem sido equacionados seria um grande sinal – não porque sejam maus (os brasileiros não conheço), mas porque poderia verificar-se que a nova estrutura do Sporting só teria equacionado os melhores treinadores disponíveis. Verdade ou ilusão, bastar-nos-á (porque nos tem de bastar) para já. E mais tarde confirmaremos.
A ideia que tenho de Jardim é, portanto, estranha: sinto que (dadas inúmeras questões, mas em particular destaque, claro, o trabalho do Miguel Nunes na análise ao Olympiakos do madeirense) conheço a forma de jogar das suas equipas, sem fazer ideia do que será o seu Sporting. E sinto a mesma impressão (por razões diferentes) que comecei a sentir com Domingos quando a equipa caiu: ou isto corre muito bem, ou corre muito mal. Os jogadores a que Jardim dará o seu aval (em parceria com a estrutura, presumo) e a forma como o treinador será “protegido” (aqui, diga-se que entra numa altura que lhe é especialmente propícia a ter sucesso) definirão muito daquilo que será a sua prestação em Alvalade. Jefferson, Ghilas, Josué e André Santos seriam boas escolhas no actual contexto. Nuno Reis e Wilson Eduardo igualmente, embora não tanto. Carlão seria simplesmente péssimo. A manutenção de Eric Dier, Tiago Ilori, Rinaudo (há Custódio e há André Leão, há até Adrien Silva e André Santos, mas no actual momento manter Rinaudo ganha especial importância), André Martins e André Carrillo são imprescindíveis. Bruma (porque pedirá um salário demasiado alto e tem pretendentes) e Adrien (porque a sua manutenção obrigaria a uma renovação imediata do contracto de outros jogadores, entre os quais, claro, André Martins) são casos complicados. Mas – rumores à parte – resta-nos aguardar pacientemente a composição do plantel e o anúncio da restante equipa técnica. E ter sempre uma fé, diferente d dos outros porque respeitadora e humana (no sentido da manutenção dos pés na terra), crente na dificuldade que será atingir o terceiro lugar mas, ao mesmo tempo, esperando com ansiedade aquilo que o Braga e o Paços farão no defeso.
O nosso caminho é, hoje ou amanhã (e será porque tem de ser), o Presente e o Futuro de mãos dadas.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Notas soltas

Mission accomplished:

Bruno de Carvalho e os seus mais fervorosos fãs conseguiram a sua grande missão, de há dois anos para cá: vencer os inimigos internos, os situacionistas, a corja, a promiscuidade, os conflitos de interesses e a continuidade. Batê-los e tirá-los do Sporting.
Seria bom, para o SCP, que essa fibra também se demonstrasse daqui para a frente contra os inimigos externos. É que bater o SCP de Godinho Lopes ou o projecto de JPC é uma brincadeira de crianças quando comparado com bater o Porto de PdC, o Benfica de Jorge Jesus e/ou o Braga de António Salvador e Peseiro.

Bruno de Carvalho, durante 2 anos, elevou imenso a fasquia. Cair-lhe-á agora a exigência em cima. Teve 2 anos para se preparar e os sócios informados, esclarecidos e verdadeiramente sportinguistas não tiverem dúvida nenhuma de que Bruno de Carvalho é a opção certa para o Sporting. Os outros (situacionistas, lambuças e/ou desinformados) farão a Bruno de Carvalho aquilo que os seus apoiantes fizeram a Godinho Lopes – não tolerarão erros, falhas, derrotas. Estarão sempre ao ataque.

Eu estou fora, porque o meu SCP não nasceu na madrugada de 23 de Março: o meu SCP (o nosso SCP, porque o de mais uns quantos) é o dos sócios. O que viveu bons e maus períodos, o que teve vitórias e derrotas, o que teve o JEB e o Godinho ou o que tem o Carvalho. O das direcções eleitas pelos sócios. O dos R & C aprovados pelos sócios. Identificar-me mais ou menos com o Clube não é um pormenor, mas não me leva a não aceitar as decisões (soberanas) dos sócios, a desvalorizar e insultar quem pensa diferente de mim ou a ver um Sporting «nosso» e um Sporting «deles».

Tenho actualmente uma professora no Ensino Superior, de História Contemporânea, que me disse a semana passada: «aquilo que tem mais medo, no mundo, é das pessoas que têm certezas e não têm dúvidas». O BdC não teve nem tem dúvidas. Os seus apoiantes estão tão seguros que não concebem – nem nunca conceberam – que possam estar errados, e que os outros tenham razão. Tenho medo que tenhamos eleito um “mini-ditador”, suportado por outros mini-ditadores. Um «José Sócrates», com a oratória, o populismo, a demagogia, a inflexibilidade e a incapacidade. Mas cá estarei e respeitarei a vontade dos sócios. Pelo Sporting.. sempre!

«Agora mandamos nós. O Sporting é nosso outra vez» (Bruno de Carvalho)
Ou o Sporting só é nosso quando i) ganha; ii) tem um candidato com um discurso popular; iii) está eleito o verdadeiro representante do verdadeiro SCP.

Quando o SCP perde ou empate, é o Sporting «deles». O Sporting «deles» é medíocre e pouco ambicioso. O Sporting «deles» é escolhido pelos interesses, o nosso pelos votos de verdadeiros sportinguistas.
Ou, numa síntese, o Sporting só é “nosso” quando os sócios “acordam” e votam em quem, com menos de 60% dos votos, é o seu único e verdadeiro representante.

Para quem não “ganhou por goleada”, começar com um discurso divisionista (entre os sócios que hoje elegeram BdC e os que anteriormente votaram na “corja”; ou mesmo entre Clube e bancos) é capaz de não ser boa ideia. E obriga a ganhar: caso contrário «eles» - os outros sócios e a banca - são capazes de ter pouca tolerância às derrotas e empates.

«A formação por si só não vai chegar para a grandeza do Sporting (…) Se há reforços identificados? Algumas coisas…» (Augusto Inácio)
Será que AI conhece a folha de vencimentos dos actuais jogadores com que o SCP tem contrato (no plantel, na formação e actualmente emprestados a outros clubes)?

Será que AI já sabe que treinador terá o SCP na próxima temporada? Não é capaz de ser melhor primeiro focar-se na questão do treinador (é capaz de ser bem pensado não contarem com o JF…) e só depois debruçar-se minimamente sobre possíveis reforços? São, por tudo, declarações prematuras e pouco responsáveis.
De qualquer forma, como diz um meu amigo sportinguista, as esperanças (a existirem) residem em Virgílio Lopes. Porventura também no Tomaz Morais (apesar de o futebol não ser a sua “praia”) e o incógnito da Academia (dependendo de quem seja). O resto, para o positivo, pouco conta.


Reinventar o que o SCP faz bem
Li, no FórumSCP, que se falava do Bento Valente como aposta do JPC para a formação do Sporting. A importância de se melhorar e reinventar não é real apenas nas áreas em que o Sporting trabalha mal, é também nas áreas em que o Sporting pode trabalhar melhor.

As estruturas devem mudar, mas partir com ideias feitas e inalteráveis para o Clube, por várias razões, é capaz de ser pouco recomendável. Sob pena de se mudar para pior, com custos (desportivos e financeiros) difíceis de ultrapassar.

domingo, 17 de março de 2013

Eleições SCP


Carlos Severino:

A questão do “voto útil” é, para mim, complicada. Penso que foi o Adriano Moreira que, um dia, disse que “o voto só é útil para quem o recebe”. Não terão sido as palavras exactas, mas o sentido foi esse. Eu percebo, mas acho que é um ponto de vista redutor. Tanto quanto, por exemplo, aquele que defende a necessidade absoluta de exercer um voto útil para escolher “o menos mau”. Por norma, e fá-lo-ei também aqui, pergunto-me: “identifico-me suficientemente com indivíduo x para votar nele, sabendo que não tem hipóteses de ganhar, correndo o risco de que vença o candidato com que menos me identifico?”. Aqui, a resposta será sempre um rotundo não. Talvez Carlos Severino merecesse (porque é um candidato, como os outros) que desenvolvesse as razões pelas quais a resposta à pergunta é não, mas– pelo menos neste espaço, e não sendo interpelado para tal – não o farei. Fico-me, por isso, por aqui.

José Peyroteo Couceiro:

José Couceiro faz-me lembrar Sérgio Abrantes Mendes. É a primeira ideia que tenho quando o oiço e quando leio o que diz. E faz-me lembrar SAM porque tem uma leitura genericamente correcta daquilo que levou o SCP até esta situação, e daquilo que o SCP precisa para ser tirado desta situação. Competência na gestão desportiva, porque o Sporting é um clube desportivo. Reconhecimento de erros factuais, verificáveis e que foram os decisivos para que o SCP esteja hoje numa situação grave. Há muito mais, no seu léxico, de “competência”, de “gestão desportiva”, de “decisões” e de “rumos” do que de “Continuidade”, “promiscuidade com a banca” e “auditoria de gestão”. E é em grande parte por aí que, face à maioria dos comentadores sportinguistas, marca a diferença – JPC foca-se nas principais causas do actual estado do Clube e na forma de sair desse estado. Há poucas questões de sportinguismo, de amor ao Clube, de Passado associativo, de relações com a banca, de contas com o Passado e de ameaças judiciais, há muito mais de erros desportivos, de gestão errática, de alterações estruturais na gestão desportiva e de necessidade de se ser capaz de convencer os outros (banca, sócios e adeptos, funcionários).

Porém, JPC falha por não me parecer ser capaz de perceber as pequenas coisas que, juntas, dão origem ao problema que (e muito bem) reconhece como principal causa para o estado do Clube. JPC sabe que o Clube tem sido mal gerido, mas – como os outros – parece-me não saber exactamente nem porquê, nem em quê. JPC, como SAM, é uma pessoa que se destaca da maioria quando fala sobre o Clube: a postura, o sentido de responsabilidade, a capacidade de centrar o discurso sobre as grandes questões do Sporting. Parece-me, porém, incapaz de agir sobre elas devidamente. Isso torna-o uma pessoa que compreende o funcionamento de um Clube, e aquilo que tem de acontecer para que seja bem sucedido, mas também o torna incapaz de ser uma solução suficiente para assumir o SCP. Sobretudo no modelo presidencialista que parece querer implementar. Isso também o torna mais capaz para Presidente do que para Director de Futebol ou Treinador. Mas não o torna suficientemente capaz.

Há ainda algumas incongruências que me confudem. Couceiro entende que há problemas de tesouraria presentes. Couceiro diz ser capaz de resolver esses problemas actuais. Couceiro diz ser capaz de reestruturar o Clube e a SAD, trazer-lhes competência e boa gestão, e torná-los exemplos. Depois disto tudo, apetece perguntar para que servem os investidores e como é que se equaciona sequer ceder a maioria da SAD. Ou o naming para o Estádio. Se alguém se proclama como um indivíduo capaz de resolver as questões actuais e futuras, pagar as dívidas e ter sucesso desportivo/financeiro, para que é que serve trazer capital, investidores minoritários e maioritários? Se, como diz, as questões estruturais só se resolvem com competência e boa gestão, e se se considera competente e bom gestor, não resolverá assim (e sem trazer investidores externos) os problemas? Não será capaz de atrair parceiros e investidores minoritários a boas condições para o Clube? Faz pouco sentido.

JPC é, para mim, o mal menor. Mas, sendo o mal menor, não é bom. Suficientemente bom, pelo menos. E é por isso que dificilmente votarei nele. Também aqui (embora menos) o “voto útil” não me convence. Uma última razão, menos nobre e de que me envergonho, é que ganhar o seu principal adversário pode trazer, a longo prazo, vitórias para o SCP: da mesma forma como a vinda de Vercautaren trouxe vantagens por aquilo que era o discurso pré-FV (o treinador estrangeiro, com títulos, que não fosse excessivamente caro nem ultrapassado). Ou da mesma forma que a presença de Oceano na Equipa A, durante um mês, serviu para reduzir “a importância de ter símbolos nas equipas-técnicas do Clube”, por exemplo.

Bruno de Carvalho:

Tal como JPC, Bruno de Carvalho não me parece ser alguém capaz de inverter o paradigma de gestão desportiva do SCP. Muito menos de fazê-lo (muito) bem. O problema é que, face a Couceiro, parece nem sequer compreender como se gere um Clube desportivo e o que é que é o fundamental para que um Clube desportivo seja bem sucedido.

Bruno de Carvalho pega no SCP e quer dizer muitas coisas, explicar muitas coisas, o que acha que tem de mudar e como acha que tem de funcionar o Clube. É aí que se mostra totalmente incapaz. Desconfio que, se Bruno de Carvalho falasse só da Gestão do Clube, presente e passada, de uma forma geral (e nunca com medidas concretas), diria as coisas erradas e focar-se-ia nas generalidades erradas. Ou melhor, não é só desconfiança, porque é o que mostra muitas vezes. Noutras, gosta de ir ao âmago das coisas, gosta de se debruçar sobre as especificidades e as questões concretas do Passado e do Presente. Aí, mostra que não só não percebe as coisas básicas, como quer debater e discutir coisas específicas, que oscilam entre banalidades e baboseiras. Bruno de Carvalho não é apenas pouco assertivo na percepção/discussão das coisas básicos e dos lugares-comuns, é também alguém que já mostrou ser incapaz de fazer coisas boas. Se outros, como Couceiro, se preferiram resguardar naquilo que são bons (entender um Clube desportivo) – mas se percebe, pelo que não dizem e pelo que conhecemos deles, que são incapazes de fazer do SCP um Clube bem gerido – BdC faz questão de demonstrar que não percebe as coisas básicas e que não será capaz de, nas pequenas coisas, fazer a diferença e mudar o rumo do SCP.

Tal como no caso do Severino, ou mesmo no do Couceiro (que é mais difícil de particularizar: visto que este me parece ser incapaz de tornar o SCP num Clube competente e bem gerido sobretudo pelo que não diz, e pelo Passado que dele conhecemos), não particularizei as razões pelas quais teço estas considerações sobre Bruno de Carvalho. Isso não significa que não me baseio em nada para o dizer; significa que não desenvolvo aquilo em que me baseio para o fazer. Não é que o tenha de fazer (não tenho), nem que moralmente o deva (não quero convencer ninguém, não só mas também porque poucos são os que estão dispostos a ser convencidos). Não me importaria de o fazer. Mas isso obrigar-me-ia a um acompanhamento mais próximo das declarações das pessoas na campanha; obrigar-me-ia a uma análise dos programas eleitorais. E eu faço-o, mas para mim: o esforço que implicaria partilhá-la com os outros seria bastante grande, porque o raciocínio mental e pessoal é 1000 vezes mais rápido e fácil – ainda que muita gente ache o contrário, da mesma forma que também acha que o raciocínio é dispensável. Como não tenho especial interesse em fazer esse esforço suplementar, porque “hoje” não me identifico com o Sporting nem com os sportinguistas, poupo-me a isso.

PS - Relativamente à MAG, CFeD e CL ainda nada decidi. E não pensei muito nesses pontos (fi-lo, mas não o suficiente por exemplo para partilhar aqui reflexões, nem grandes nem pequenas). No CL, gostei das declarações do candidato da lista do BdC (João Mesquita Trindade). Porém, não gosto de muitos dos membros da lista. Mas ou votarei nessa lista, ou em branco. Na do Severino não votarei de certeza. Na MAG, não votarei seguramente na lista do BdC nem na do JPC. Gostei das declarações do Carlos Teixeira (lista do CS). Tenho dúvidas, que resultam simplesmente de se identificar com as ideias do Severino, mas provavelmente votarei nele e restante equipa. Para a função, parecem-me capazes. Para o CFeD, não votarei seguramente na lista do JPC nem na do CS. Oscilo entre a lista do BdC (o Jorge Bacelar Gouveia parece-me alguém minimamente capaz, não sei se o suficiente) e a lista Independente (reconheço a muitos dos seus membros grande validade, mas há outros com que não me identifico minimamente e parece-me que poderão ser um foco de oposição, mais que independência, se for JPC a vencer as eleições - algo que duvido que aconteça).

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Umas quantas notas

Aposta nos jovens e consequências:
 
Mais do que para a equipa (porque não me parece que os jovens da Equipa B que entraram na Equipa A sejam um acrescento de qualidade generalizado face aos últimos), é importante pensar nas consequências dessa aposta nos jogadores e no seu percurso individual.
O ideal seria, claro, que entrassem na Equipa num contexto colectivamente mais propício. Porém, será assim tão grave que o façam não estando preparados? Sê-lo-ia de certeza, em tempos. Hoje, parece unânime que qualquer jogador da formação pode errar e deve ser apoiado, pelo que qualquer um que entre na Equipa Principal (seja bom, mediano, ou mau), não sofre o que outros terão, em tempos, sofrido. A grande questão é: será efeito de novidade? Isto é, mais que por serem da formação, será por isso e sobretudo por serem algo de diferente daquilo que já existia? É preciso pensarmos nisso, quando vemos as críticas ao Cédric, ao Adrien, ao Carriço (antes de sair) e ao Pereirinha (antes de sair). Terão os “novos delfins” mais capacidades que estes? E, não o tendo, não serão mais tarde alvos do mesmo tratamento – ou de pior tratamento? Confesso que, quanto a isto, tenho algumas dúvidas. Mas falando de casos individuais:
- Eric Dier: Está preparado. Jogará sempre melhor que o parceiro, seja ele qual for, pelo que não terá de se preocupar muito em ser futuramente um alvo para a frustração.
- Tiago Ilori: Cometeu um erro com o Leiria, o ano passado, e foi apoiado. Fê-lo hoje, e foi apoiado. Mas será sempre assim? Quando os cometer em jogos decisivos? E quando esses erros se reflectirem num resultado adverso? Tem potencial: é bom técnica e fisicamente, e mostra durante grande parte do tempo saber o que deve fazer. Precisa de ser mais concentrado, agressivo e ter mais “conhecimento” na cabeça, que só ganhará com muitos jogos. De preferência, longe dos holofotes.
- Zézinho: Um dos que, na sua posição, é inferior a várias das soluções existentes. Jogando outro, a equipa poderá melhorar (ainda que apenas um pouco), e por isso não deve ser aposta. Mais do que consequências para si, a aposta no jogador poderá trazer consequências para a equipa e, portanto, também para os outros jovens.
- Bruma: Apesar de ter gostado mais de o ver hoje que noutras ocasiões (parece-me que evoluiu), parece-me que está na mesma situação de Zézinho. Há Jeffren, Carrillo e Labyad, pelo que não há pressas em apostar de forma definitiva num jogador. A aposta firme não compensa o risco de se perder. Porém, querem fazer dele uma estrela a qualquer custo. Veremos se o Sporting aposta ou não nele, no imediato. Qualquer opção me parece ter consequências bem negativas…
 
A incompreensão de coisas importantes:
André Carrillo parece ser um exemplo de um jogador com quem a maioria das pessoas embirrou, e por isso deixou de ter paciência. É, hoje, invariavelmente criticado – o que se reflectirá obviamente na sua confiança e prestação. Quando digo que a maioria das pessoas embirrou consigo não quero dizer que estão erradas nos defeitos que lhe apontam, mas que apenas vêm neles esses defeitos, e nenhumas virtudes importantes. Primeiro, é preciso falar de Bruma: não admiraria que os defeitos de Bruma, hoje provavelmente mais visíveis que a médio-prazo (embora se devam manter, apenas em graus diferentes), viessem a ser apenas o que nele se vê, quando os adeptos se “cansarem” dele. Se foi assim com Carrillo, seria perfeitamente normal que assim acontecesse com o Bruma.
Mas, sobre as qualidades do peruano, pode-se dizer que se verificaram hoje. A quantidade de vezes que apareceu com a bola nos pés foi grande, diria que maior do que a de qualquer outro jogador do meio-campo para a frente. Isto não se deve ao acaso, deve-se ao facto de ser o jogador que mais apoia e dá opção de passe a quem tem a bola. Foi sempre procurar receber com segurança, entregando bem e voltando depois a mostrar-se. É caso para dizer que, na construção e organização (se calhar, precisamente onde lhe apontam mais defeitos), é muito bom – e é bom que o Sporting tenha um jogador do meio-campo ofensivo que seja nisso muito bom. Não esteve tão bem na forma como abordou os lances quando mais adiantado: tem qualidade técnica, criatividade e remate para ser um perigo constante e criar mais desequilíbrios, e houve alguns momentos (não muitos) onde podia ter dado usso a essas qualidades, e erradamente não o fez.
 
Controlo:
O Sporting foi incapaz de controlar os acontecimentos. E aqui há dois ângulos a analisar:
- Colectivo: O Sporting oscila ainda muito entre momentos em que está organizado (e são ainda poucos…) e momentos em que parece “voltar ao Passado”. Com o tempo, a equipa tornar-se-à provavelmente mais constante e sólida: aquilo que faz bem, só o faz há pouco tempo, pelo que é de esperar uma crescente qualidade.
- Individual: O Sporting tinha ontem poucos jogadores em campo com capacidade para resolver os problemas, ou “buracos”, que iam surgindo em campo. Particularmente pela capacidade de ocuparem os espaços certos, no meio da desorganização, e a capacidade para manterem em equipa menos tempo a defender. Um estava castigado, o outro entrou no final do jogo. Rinaudo não o faz, embora num bom contexto seja ímpar. Schaars fá-lo, como Adrien, mas não tão bem como André Martins.
 
Jogo de ontem e “o novo rumo”:
É preciso perguntar algumas coisas: apostar nos jogadores tão cedo implica (ou deve implicar!) que sejam desde logo mais considerados, a começar pelo contrato que têm. Isso permitirá uma redução de custos assim tão grande, que justifique uma igualmente perda de competitividade?
O Sporting ontem teve um melhor resultado porque marcou mais golos. Não jogou mais. E, se jogou sequer o mesmo, isso deveu-se em parte ao facto de quem ter entrado em campo ter tido uma ambição de se mostrar e uma confiança que nenhum dos colegas da A teria. Mas não é durável, é circunstancial. O que é durável é a qualidade. Que Sporting queremos ter?

Mas, sobre o rumo, o fundamental não está dito. Fá-lo-ei mais tarde, quando abordar as eleições e o futuro do Sporting.